Como foi o 1º Seminário Mercosul do Rock que aconteceu em Brasília em julho de 2026

 Como foi o 1º Seminário Mercosul do Rock que aconteceu em Brasília em julho de 2026

Seminário Mercosul do Rock/ Foto: Jully Kathleen/ Divulgação

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COLUNISTA: Rodrigo Lamore

 

Nos dias 10, 11 e 12 de julho, o Espaço Cultural Renato Russo sediou o 1º Seminário Mercosul do Rock – Patrimônio, Resistência e Arte na América Latina. O evento, que encerrou suas atividades na véspera do Dia Mundial do Rock, reuniu grandes expoentes, pesquisadores e artistas da América do Sul para debater políticas públicas, identidade, fomento e o futuro do gênero. O seminário foi uma iniciativa do Coletivo e Ponto de Cultura Setorial Cultura Rock, em parceria com a Associação de Arte e Cultura de Ceilândia (AACUC), viabilizada por meio de recursos públicos de incentivo à cultura. No Distrito Federal, onde o estilo já é considerado Patrimônio Cultural Imaterial, a partir da Lei 7.386/2024 do deputado distrital Ricardo Vale, o evento reforçou a mobilização pela aprovação do Projeto de Lei nº 4.354/2024 (de autoria da deputada federal Erika Kokay), que visa reconhecer o rock como manifestação cultural nacional no Congresso.

Para João Paulo Mancha, diretor-presidente do Setorial Cultura Rock e coordenador-geral do Seminário, o saldo do encontro superou as expectativas: “O Primeiro Seminário Mercosul do Rock mostrou que ele vai muito além de música. Reunimos grandes referências do Brasil, da América Latina, em debates de altíssimo nível, fortalecendo conexões, construindo o conhecimento e reafirmando o Rock como patrimônio cultural, identidade e resistência. E encerrar ainda esse encontro às vésperas do dia mundial do Rock tornou esse marco realmente muito simbólico e uma página especial nessa história infinita do rock que cada participante ajudou a escrever.”

A programação foi dividida em três eixos principais que abordaram desde o rock sob as ditaduras militares até a diversidade contemporânea e a integração latino-americana. Os painéis contaram com participações de peso:

  • Perspectiva Sul-Americana: O cineasta Cleon Homar debateu comunicação e salvaguarda do rock ao lado do brasileiro Patrick Grosner, enquanto o pesquisador e doutor Cristiano Passos promoveu uma imersão sobre a cultura heavy metal na América Latina.
  • Representatividade e Ativismo: O professor Zândhio Huku (fundador da Arandu Arakuaa) discursou sobre ancestralidade indígena e metal, e a vocalista Natália Moraes (Punho de Mahin) discutiu negritude e punk, tema também aprofundado pelo historiador Moacir Oliveira de Alcântara.
  • Legado e Saúde Mental: O lendário Clemente Nascimento (Inocentes) pautou a saúde mental na carreira musical, acompanhado pelas palestras magnas do escritor Paulo Marchetti e de Carlos Lopes (Dorsal Atlântica) sobre resistência e memória. O debate técnico foi complementado pela pesquisadora Nina Puglia.

Além do debate político e acadêmico, o seminário cumpriu um papel prático de qualificação no setor. Foram realizadas oficinas presenciais gratuitas com vagas totalmente esgotadas, abordando tráfego pago para bandas, assessoria de imprensa, boas práticas de palco e economia criativa. Durante as tardes, o público aproveitou o espaço de convivência da Sala Multiuso com DJs e performances. As noites foram coroadas no Galpão Hugo Rodas com apresentações das bandas Mitsein, Amazing, Podrera, Evil Corpse, Faces dos Caos e Detrito Federal, carimbando o sucesso de público e crítica do projeto.

 

Assessoria de Imprensa do Evento:  setorialculturarock@gmail.com

Site oficial: seminariomercosul.setorialculturarock.art.br

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